3.8.12

Marcha pela Humanização do parto

Gostaria de frisar que o movimento é de mulheres da sociedade civil e não é pelo parto domiciliar e sim um protesto contra a realidade obstétrica do paísQueremos denunciar o modelo violento de nascimento no Brasil. A questão do parto em casa é apenas uma consequência (e uma parcela muito pequena) do impacto dessa realidade. Falamos de humanização.

Reivindicações da Marcha
 § Que a mulher tenha o direito de escolher como, com quem e onde deve parir;
 § O cumprimento da Lei 11.108, de abril de 2005, que garante que a mulher tenha preservado o direito ao acompanhante que ela desejar na sala de parto;
 § Que a mulher possa ter o direito de acompanhamento de uma doula em seu trabalho de parto e parto;
 § Que a mulher, sendo gestante de baixo risco, tenha o direito de optar por um parto domiciliar planejado e seguro, com equipe médica em retaguarda caso necessite ou deseje assistência hospitalar durante o trabalho de parto;
 § Que a mulher tenha o direito de se movimentar livremente para encontrar as posições mais apropriadas e confortáveis durante seu trabalho de parto e parto;
 § Que a mulher possa ter acesso a métodos naturais de alívio de dor durante o trabalho de parto, que consistem em: massagens, banho quente, compressa, etc;
 § Um basta em relação à violência obstétrica e intervenções desnecessárias que consistem em: comentários agressivos, direcionamento de puxos, exames de toque em demasia, episiotomia (corte na vagina), etc;
 § Que haja fiscalização das altas taxas de cesáreas nas maternidades brasileiras e que as ações cabíveis sejam tomadas no sentido de reduzir essas taxas;
 § Que haja humanização também na assistência aos recém-nascidos, contra as intervenções de rotina;
 § Que a mulher que optar pelo parto domiciliar tenha direito ao acompanhamento pediátrico caso deseje ou seja necessário.

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